OBSERVATÓRIO DE MUSEUS, IMAGEM E PATRIMÔNIO faz parte do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e do Curso de Bacharelado em Museologia, sediados no Departamento de Antropologia e Museologia (DAM) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

OBSERVAMUS é um espaço de estudos, pesquisas e debates, interdisciplinar e interinstitucional, acerca das mais diversas questões e problemas relacionados aos processos de musealização, de valorização, difusão e preservação de patrimônios culturais em suas múltiplas dimensões: usos sociais, apropriações, políticas, práticas e metodologias.

A intenção do observatório é também ampliar o debate sobre museus e patrimônios nos campos das políticas públicas de culturas, da cadeia produtiva da cultura e da gestão de bens culturais. Para tanto, propõe atividades sistemáticas por meio de fóruns, conferências, cursos, pesquisas, exposições e publicações que promovam o diálogo entre os diversos pesquisadores que se dedicam a esses campos temáticos, presencialmente e/ou através de redes sociais e neste BLOG.

Fundado e cadastrado na base de Grupos de Pesquisa do CNPq, desde 1999, o OBSERVAMUS conta com um grupo de destacados pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação da área de antropologia e museologia, profissionais de museus, e correspondentes ligados à área da cultura. A pluralidade de enfoques (enquanto estratégia teórico-metodológica) é uma das características fundamentais do OBSERVAMUS, a fim de compatibilizar todas as demandas interdisciplinares que nele se abrigam. Embora diversificado quando se trata dos campos disciplinares, o OBSERVAMUS reúne algumas linhas de pesquisa centrais que se constituem como referenciais de convergência, com interfaces fincadas em temas e objetos emergentes no mundo contemporâneo:

  • Gestão patrimonial, políticas culturais e economia da cultura.

Objetiva discutir formas de gestão e discursos voltados para a preservação patrimonial adotadas pelo estado e instituições, evidenciando as várias experiências e ações, objetivos, metodologias e as principais formas de atuação, execução de políticas públicas culturais, bem como as implicações de diversidade patrimonial e os novos processos de musealização (ecomuseologia, sociomuseologia, etnomuseologia). Propõe-se a repensar as principais dificuldades e desafios que se colocam na execução da gestão do patrimônio, de bens culturais e museus, assim como a sua adequação/inadequação à realidade sócio-econômico-política em que estas se inserem (local, regional, nacional e internacional).

Ações específicas:

a)     Fórum permanente de discussão sobre as políticas públicas do setor da cultura e sua abrangência no campo da museologia e do patrimônio cultural;

b)    Discussão de modelos de políticas públicas culturais (PPC) no Brasil, bem como de legislação produzida pela UNESCO (ICOM, ICOMOS) e pelos países signatários;

c)     Discussão de estratégias institucionais, ações culturais e organismos, tratados, convenções e declarações internacionais (de Santiago do Chile, de Quebec, de Oaxtepec, de Caracas).

d)    Discussão de estratégias políticas e econômicas sobre museus como vetores de desenvolvimento econômico e de inserção social e tecnológica.

  • Memória social, educação patrimonial, museus e comunicação

Objetiva discutir as possibilidades de interação entre memória, ensino e bens culturais, a partir das perspectivas de ensino-aprendizagem fundadas na educação patrimonial. Implantação e acompanhamento de projetos educativos voltados para a disseminação de valores culturais, formas e mecanismos de reativar, preservar e salvaguardar a transmissão desse patrimônio às gerações futuras.

Ações específicas:

a)     Discutir o papel da ação educacional na relação estabelecida entre patrimônios, museus e sociedades, tendo com referencial a construção do conhecimento nas áreas da museologia e da educação;

b)    Desenvolver novas propostas visando à valorização da relação museus-escola-comunidades;

c)     Conceber e desenvolver projetos de ação educativa, considerando as especificidades sociomuseológicas, como recurso de comunicação e aprendizagem;

d)    Avaliação de programas museológicos articulados a projetos expográficos e de comunicação.

  • Museus, objetos e coleções

Refletir sobre os conhecimentos práticos, teóricos e éticos que envolvem questões relacionadas ao ato de colecionar, de colecionismo, de coleções públicas e privadas, materiais e imateriais. Discutir políticas de acervos e de coleções no âmbito nacional e internacional, considerando processos como : alienação, repatriação e restituição de bens culturais.

Ações especificas:

a)     Discutir as diferentes propostas e concepções de museus; o significado de seus objetos e coleções, sua circulação, classificações e seus vínculos com a experiência cotidiana dos grupos sociais que ali se fazem representar;

b)    Refletir sobre processos de mutação entre categorias denominadas de artefatos (cultura material) e objetos etnográficos passíveis de musealização e, com isso, discutir experiências em museus etnográficos e museus indígenas;

c)     Discutir sistemas de objetos e políticas de acervos em museus;

d)    Discutir objetos e coleções enquanto narrativas expográficas e estratégias discursivas de comunicação.

  • Museus, direitos culturais, conflitos e processos identitários

Objetiva refletir sobre museus e patrimônios enquanto ferramenta político-social, campo de intervenção social, suporte e recriação simbólica das identidades.

Ações específicas:

a)     Analisar as relações dos museus com diferentes contextos sócio econômicos e as condições de produções de narrativas museológicas nesses contextos;

b)    Discutir novas formas de ações e processos museais inovadores: museus de bairro, comunitários, memoriais de sindicatos, museus indígenas, ecomuseus;

c)     Discutir a cidade e suas malhas como possíveis espaços de ações e intervenções culturais em processos de musealização;

d)    Identificar e analisar as redes sociais e de agenciamento nos processos de reconfiguração de museus.

  • Museus, processos de globalização, patrimônios culturais em contextos transnacionais

Objetiva investigar alguns dilemas, interfaces, negociações que os fluxos culturais, trânsitos e deslocamentos contemporâneos de pessoas, objetos, ideologias, elementos da memória social e bens materiais e simbólicos promovem na vida de grupos sociais cujas trajetórias são circunscritas pela transnacionalidade.

Ações específicas:

a)     Analisar ações culturais em museus étnicos em contextos de fronteiras;

b)    Analisar as novas dinâmicas identitárias e as estratégias de “comoditização” étnica no mercado de bens culturais nacionais e internacionais;

c)     Analisar os novos mercados de “global franchise” de museus (Guggenheim, Louvre e outros) e o impacto socioeconômico do turismo cultural e da cadeia produtiva da cultura em geral nas cidades e países receptores;

d)    Analisar os novos projetos de museus no Brasil relacionados aos eventos esportivos programados para os próximos anos (Copa, Olimpíadas) e seus impactos nos respectivos entornos e nas populações atingidas.

  • Museus virtuais e novas tecnologias

As transformações tecnológicas apontam para a criação de novas formas narrativas, tanto diferentes das escritas (mitos, romances, etc.), quanto das audiovisuais clássicas (cinema, vídeo e TV). Esses novos ambientes virtuais de produção do conhecimento, aprendizagem e circulação de informações e mercadorias possuem características singulares, entre as quais a flexibilidade, rapidez de transporte e alta capacidade de armazenamento. O Museu digital será o objeto de experimento e discussão, considerado como dispositivo de acesso fácil, dinâmico, gerador de interatividade, que espelha o cotidiano e a cultura de diferentes grupos sociais.

Ações específicas:

a)     Discutir e analisar novas formas e programas de gitalização de documentação, acervos particulares, inventários de memórias vivas, veiculados a dispositivos tecnológicos versátis e de livre acesso, de longo alcance, capazes de atingir um número inestimável de público, nacional e internacional;

b)    Discutir sobre a produção de tecnologias sociais e ferramentas interativo-colaborativas que possibilitam ampliar a construção de novas bases de dados e fontes para pesquisadores

c)     Desenvolver métodos, recursos e tecnologias (arquivos digitais, cursos à distância, vídeo-conferência) que possam incentivar a adoção de uma perspectiva internacional no campo dos museus virtuais.

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Sobre as regras do OBSERVAMUS

A Página OBSERVAMUS é um espaço ou ferramenta de comunicação destinada a divulgar informações diversas, trabalhos e pesquisas acadêmicas relacionadas a museus e patrimônios culturais e suas diferentes interfaces. Divulgaremos contribuições enviadas nas seguintes modalidades: ensaios, multimeios, entrevistas, informações de interesse para a área, resultados de pesquisas, matérias didáticos, grupos focais de discussão que reflitam as linhas temáticas do observatório. Haverá sessões com informes gerais, matérias, entrevistas, dossiê temático, galerias virtuais para divulgar trabalhos de artistas plásticos, de museus, de ações educativas em museus, multimeios. Toda a contribuição enviada passará pela análise da comissão científica para posteriormente ser divulgada na referida página. Receberemos o material através do seguinte endereço eletrônico: observamus@gmail.com

 Onde funciona o Observatório de Museus e suas reuniões presenciais?

OBSERVATÓRIO DE MUSEUS E PATRIMÔNIOS CULTURAIS (OBSERVAMUS) está sediado no 13º andar, do Departamento de Antropologia e Museologia, no Prédio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE. Informações: (81) 2126 7380, 2126 8282 ou 2126 8286. Endereço para correspondência:

Quem são as pessoas que dele participam?

Destina-se a um público amplo, com formação diversificada, interessado em discutir questões relativas a museus e patrimônios culturais. Conta com professores e pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPE, professores do Curso de Bacharela em Museologia da UFPE e de outras IES, alunos de graduação e pós-graduação do curso de bacharelado em museologia e de programas de pós-graduação (antropologia, sociologia, história, arqueologia, comunicação, artes, arquitetura, design, economia, tecnologia da informação, física, biologia), pesquisadores nacionais e internacionais vinculados a outras instituições, profissionais da área de museus e da cultura (museológos, gestores, produtores culturais, curadores de coleção, administradores de centros culturais, de museus, secretarias de cultura).

Linha de pesquisa na Pós-graduação em antropologia da UFPE?

Os interessados na pós-graduação (mestrado e doutorado) poderão submeter propostas que reflitam temáticas aqui contempladas.

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